Flashmob em Belém! Muito Legal
Na Praça da República acontecem muitas coisas, e eu que o diga, e uma delas ocorreu a menos de 03 meses atrás, foi um FlashMob feito por alguns garotos. Eu achei interessante e resolvi colocar aqui. Sabe como é né… um belo domingo na praça pela manhã… familias passeando, turistas… e de repente:
Broadcast com sua Webcam ao vivo no Twitter!

Tenho uma dica boa para dividir com vocês internaltas que gostam de twitter tanto quanto eu e que se antenam nas nas novidades tecnologicas que surgem nas nuvens! Surgiu um novo serviço integrado para Twitter que é o Twitcam.
Este serviço a exemplo do Twitpic, que publica conteúdo de imagem no twitter, disponibiliza o mesmo gênero complementar de serviço ao micro blog, contudo com uma diferença, ao invés de imagem fotográfica, ele permite você executar broadcasting de vídeo com sua webcam. O serviço é similar a uma espécie de big brother do que você está fazendo na frente do PC, onde você apenas precisa ter instalada uma webcam, se conectar ao serviço fazendo o login com os mesmos usuários e senhas que utiliza para acessar seu twitter e pronto! pode começar a transmitir em tempo real para quem quiser as imagens captadas pela sua webcam.
Este serviço é construido e oferecido pela Livestream, que para quem se lembra é o antigo Mogulus, que disponibilizava na internet serviço de broadcast gratuito, onde você pode montar seus proprios canais com arquivos online ou transmitir ao vivo de suas cameras. Super legal não é! Agora é so aproveitar!
Fica aqui essa dica do índio para os fãs de twitter.
Orgulho do Pará: Olympia, um século à Sétima Arte
A área mais nobre de Belém, nas primeiras décadas do século XX, era formada por um triângulo que juntava, quase no final da Praça da República, o Theatro da Paz, o Grande Hotel (onde hoje está construído o Hilton Belém) e o cinema mais antigo de todo o Brasil, por tempo de atuação, por estar localizado sempre no mesmo endereço e por não ter interrompido suas atividades por longos períodos: o Cine Olympia (com Y mesmo, seguindo a grafia dos anos de 1910).
O filme contando a saga da sala de projeção entrou no ar em 24 de abril de 1912 e, em quase 100 anos, desenrolou carretéis e mais carretéis de histórias envolvendo personagens da elite paraense, estudantes gazeteiros, casais de namorados, cinéfilos inveterados e outros tipos pitorescos, criados por protagonistas bem reais.
Logo nos letreiros iniciais, um acontecimento histórico marcou o Cine Olympia. Como quem puxa o flashback, no melhor estilo Orson Welles, em “Cidadão Kane”, o crítico Pedro Veriano bate a claquete em uma das tomadas mais famosas. Conta ele que o Olympia seria inaugurado semanas antes do dia 24 de abril, mas o naufrágio do transatlântico Titanic teria queimado o take.
“Dizia-se que a cidade ficou comovida com a tragédia e que por isso a inauguração foi transferida para o dia 24. Não acredito muito nisso. Só sei que ‘Titanic’ foi a última grande bilheteria da casa”, diz ele, citando o filme de James Cameron, que estreou no Olympia, ficou em cartaz por nove meses e venceu 11 prêmios Oscar em 1998.
Peça de resistência
Pelo menos meia dúzia de crises sérias quase decretaram o fechamento definitivo da sala: em 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1950, quando chegou-se a acreditar que a televisão acabaria com o público cinematográfico; no fim dos anos 90, com a explosão das TVs por assinatura e a pirataria, e em 2006, quando o Olympia, de propriedade do empresário Luiz Severiano Ribeiro Neto, chegou a falir comercialmente mas acabou, após manifestação popular, se transformando em espaço municipal cultural e hoje também é disponibilizado para debates, simpósios e seminários.
Nessa luta para continuar respirando e chegar ao inédito centenário, em termos de Brasil, o Olympia é o que se pode chamar de uma das “peças de resistência do cinema de rua (aquele cujo prédio é construído especificamente para abrigar uma sala de projeção)”, segundo o jornalista e também crítico Augusto Pacheco.
“Em Belém, sumiram os cinemas Nazaré I e II, o Palácio e outros simplesmente por falta de investimento empresarial. Daí a importância do Olympia na preservação da nossa história cinematográfica”, diz Pacheco. “Com a invasão dos cinemas de shopping em Belém, os cinemas de rua viraram o alvo preferido de cadeias de supermercados, demais estabelecimentos comerciais e igrejas evangélicas. Por isso a importância dessa resistência”, complementa o jornalista.
Ponto de encontro do high society
Quando abriu suas portas, o cinema projetava filmes mudos, sendo que a parte sonora era tocada ao vivo por um conjunto de músicos. Nas matinês, as pessoas mais abastadas da sociedade vestiam suas melhores roupas, trazidas da Europa, se encontravam para ver e ser vistas e de lá se dividiam entre o Theatro da Paz e o Grande Hotel. “Ali foram ditadas várias modas, foram acolhidas várias gerações e inclusive a sala teve a honra de inaugurar a fase sonora do cinema em Belém, em 1930”, acrescenta Veriano, sobre o filme “Alvorada do amor”, de Ernst Lubitsch.
O próprio crítico tem uma relação sentimental de vida inteira com o espaço. Quando garoto, sua residência ficava há poucos quarteirões de distância, o que transformava aquela sala escura em uma espécie de segunda casa. “O Olympia foi uma das minhas escolas. É um ícone da nossa cultura”, acrescenta Veriano.
Bastidores e curiosidades
- O paraense Synésio Mariano de Aguiar, o Syn de Conde, foi o primeiro ator brasileiro a aparecer em filmes de Hollywood. O pai o mandou estudar na Suíça, mas Synésio, escondido, foi bater na Califórnia. Um amigo o viu na tela do Olympia e o pai, furioso, exigiu seu retorno, abreviando sua carreira de astro.
- Quando foi inaugurado, em 1912, o Olympia raramente projetava filmes norte-americanos. A maioria absoluta das películas era produzida na Suécia, Dinamarca, Alemanha, França e outros países europeus, de onde os costumes eram “reproduzidos” por aqui.
- O colunismo social de Belém nasceu nas páginas do “Olympia Jornal”. A coluna era assinada por Rocha Moreira, que homenageava as freqüentadoras com poemas e as comparava às estrelas do cinema mudo: Teda Bara, Gloria Swanson e Mary Pickford. (Diário do Pará)
Fonte: Jornal Diário do Pará, Caderno Você, Diário On-Line, publiado em 03/12/09 e acessado na mesma data.




